Uma das mulheres que segue internada com ferimentos após o acidente aéreo em Gramado, na Serra do RS, teve melhora e passou a respirar sem ajuda de aparelhos de acordo com o boletim médico divulgado nesta quarta-feira (8) pelo Hospital Cristo Redentor, onde ela está internada.
A mulher de 51 anos, que não teve seu nome divulgado, no entanto, segue internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital. Ela estava na pousada atingida pelo avião durante o acidente.
De acordo com o boletim médico da paciente no dia do acidente, a mulher chegou ao hospital com queimaduras de 2º e 3º graus em 30% do corpo.
A outra pessoa que segue internada é uma mulher de 56 anos, que teve 43% do corpo queimado e também está na UTI do Hospital de Pronto Socorro (HPS), em Porto Alegre. Ela também estava na pousada.
Vítimas
No último domingo (22), todas as 10 vítimas foram identificadas pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP), segundo confirmou o órgão.
Os nomes das vítimas, no entanto, não serão divulgados a pedido da família. O IGP segue trabalhando no local do crime, mas ainda não há prazo para a conclusão dos laudos.
Todas as vítimas pertenciam à mesma família, do empresário Luiz Cláudio Salgueiro Galeazzi.
O jornalismo apurou que cinco vítimas foram identificadas por papiloscopia, com o uso de impressões digitais, três por exame de DNA – necessário devido à condição em que os corpos foram encontrados –, uma por odontologia legal, possível devido à obtenção de registros odontológicos de algumas das vítimas e uma por uma combinação de odontologia legal com papiloscopia.
O delegado Gustavo Barcellos, responsável pela investigação, aguarda os laudos periciais para avançar na apuração e esclarecer as causas da queda da aeronave.
O acidente também deixou 17 pessoas feridas, das quais duas mulheres, com 51 e 56 anos, seguem internadas em estado estável. Elas estão em UTIs de queimados, uma no Hospital Cristo Redentor e outra no Hospital de Pronto Socorro (HPS), ambos em Porto Alegre.
Enquanto isso, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) analisa as causas do acidente, ainda sem prazo para finalizar os trabalhos. A Defesa Civil de Gramado também segue mobilizada, mas ainda não conseguiu concluir a contabilização dos danos materiais causados pela queda da aeronave.
Créditos: G1 RS

