O que parecia ser um trágico acidente que vitimou Débora Ester de Biazi Dambros, 24 anos, no dia 21 de julho em São Carlos, no Oeste catarinense, se revelou uma grande farsa para encobrir um feminicídio. O caso, que envolve uma trama típica de roteiro de cinema, foi desmantelado nesta sexta-feira (31) pela Polícia Civil, após rigorosa investigação conduzida pelo delegado Cláudio Vieira.
Na época do registro, o portal noticiou que o Fiat Doblô, ocupado pela vítima, foi encontrado parcialmente submerso no Rio Barra Grande, após cair da ponte na SC-283. Na ocasião, o corpo da jovem foi localizado pelos socorristas do Corpo de Bombeiros às margens do rio e a cena foi isolada para perícia.
A revelação da farsa
A perícia técnica desmantelou a versão apresentada anteriormente, apontando que as lesões encontradas não eram compatíveis com um acidente de trânsito. Segundo a Polícia Civil, Débora foi assassinada por asfixia (golpe “mata-leão”) dentro de casa, na cidade vizinha de Xaxim, pelo ex-companheiro, que não aceitava o término do relacionamento e o novo namoro da vítima.
Após matar a esposa, ele cobriu o corpo, levou os filhos para a casa do avô e retornou para dar andamento ao plano de ocultação do cadáver. Em um desdobramento ainda mais perturbador, a investigação revelou que o autor planejava matar os dois filhos do casal, de 8 e 2 anos, e depois tirar a própria vida, plano que foi frustrado.
Simulação de crime
Com o auxílio direto do próprio pai, o ex-companheiro transportou o corpo de Débora até o Rio Barra Grande, em São Carlos, e lançou o veículo na água para simular a fatalidade. Antes disso, o suspeito chegou a procurar a delegacia para registrar um boletim de ocorrência de desaparecimento, tentando criar um álibi. Para reforçar a farsa, ele utilizou o celular da vítima para enviar mensagens ao atual namorado dela, simulando que Débora estaria em viagem e enfrentando problemas mecânicos.
Os dois suspeitos foram presos nesta sexta-feira e confessaram a autoria do crime. A Polícia Civil segue com as investigações, analisando materiais apreendidos e aguardando o resultado da quebra de sigilo telefônico para a conclusão do inquérito.
Créditos: Portal Caco da Rosa




