Estudantes da Escola de Zonalta em Piratuba, participaram recentemente de um intercâmbio ambiental com alunos da Escola Municipal Waldomiro Liessen, localizada na comunidade de Filadélfia, em Ipira.
A atividade promoveu a troca de experiências entre as instituições e teve como destaque a história da paineira reconhecida como Patrimônio Vivo do Município.
Durante a visita, os alunos ipirenses receberam informações sobre a trajetória da árvore símbolo da Escola de Zonalta. A paineira foi plantada em 2007 pelo então estudante da instituição, Elvio da Costa, hoje agricultor da comunidade, com o auxílio da professora Madeleine Freies e de colegas de turma, sob orientação da professora Rosinha Dutra.
Na época, o plantio integrou o Projeto Bosque de Espécies Nativas do Alto Uruguai, desenvolvido pela equipe do CDA/Consórcio Itá e coordenado por Josselei Edson Perin.
Criado para oferecer sombra aos estudantes e incentivar a preservação das espécies nativas, o bosque atingiu os objetivos propostos e, ao longo dos anos, a paineira tornou-se um dos principais marcos da comunidade escolar. Em 2025, a árvore foi oficialmente tombada como Patrimônio Vivo do Município, com apoio do poder público e de instituições parceiras.
Também neste ano, estudantes da Escola de Zonalta participaram de uma ação de coleta e semeadura das sementes da paineira. A atividade foi conduzida pelo guardião de sementes Samuel Klemann e contou com aulas sobre patrimônio ministradas por Célia Di Bortolli, apoio do Comitê de Cultura de Santa Catarina e palestra do biólogo Maikon, do Consórcio Lambari. Sob orientação da professora Simone Carvalho, as mudas foram cultivadas pelos alunos.
Como parte do intercâmbio, as mudas produzidas na escola de Zonalta, foram doadas aos estudantes da Escola Waldomiro Liessen. Em um momento simbólico da programação, uma delas foi plantada no pátio da instituição pelo aluno Erick Ruan Oliveira dos Santos, o mais novo estudante da instituição, com auxílio da professora Simone Carvalho e do guardião de sementes Samuel Klemann, morador local.
Mais do que uma atividade de educação ambiental, a ação buscou fortalecer a conscientização sobre a preservação das espécies nativas e incentivar as novas gerações a valorizar o patrimônio natural e cultural das comunidades onde vivem.
Créditos: Simone C. da Silva/Educadora FM




