Estreia nesta quinta-feira (20) nos cinemas brasileiros ‘Branca de Neve’, adaptação live action da animação clássica da Disney.
Dirigido por Mark Webb e protagonizado por Rachel Zegler, o filme assume a missão de reapresentar às novas gerações uma versão renovada do longa animado de 1937, um dos pilares do gênero de filmes de princesas.
A trama adapta a animação icônica do conto dos Irmãos Grimm com considerável fidelidade e pitadas de progressismo, modificando elementos machistas intrínsecos à sociedade de 1930 e arranhando temas da atualidade como o autoritarismo.
Mais sintonizada às pautas femininas contemporâneas, a adaptação deixa de tratar as “habilidades” de limpeza e cozinha da protagonista como forma de progressão narrativa, componente presente na animação de 1937 que envelheceu mal. Agora, Branca de Neve não tem mais o sonho de encontrar o príncipe encantado e viver um grande amor, ela almeja ver seu povo bem e livre da tirania da Rainha Má, aqui interpretada por Gal Gadot.
Para além disso, o vilarejo governado pelos bondosos pais da princesa, onde os moradores “ficavam e viviam do que produziam”, é substituído pelo militarismo e acúmulo de recursos da vilã. Nenhum destes temas é exatamente aprofundado, mas trazem à tona o espírito desta época.




