Nesta quinta-feira (27) os negócios ficaram ‘agitados’ no mercado brasileiro de soja. Segundo a consultoria Safras & Mercado, foram registradas muitas vendas, algo entre 300 mil e 400 mil toneladas movimentadas no dia, numa estimativa conservadora.
Tanto o dólar quanto a Bolsa de Chicago registraram alta. Os prêmios recuaram, mas não anularam o impacto positivo dos demais formadores.
Houve registro de volumes negociados nos portos, especialmente em Paranaguá e Santos, além de compras pela indústria. Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul tiveram bons volumes.
A soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 131,00 para R$ 132,00
- Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 134,50 para R$ 137,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00
- Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 133,00 para R$ 134,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,00 para R$ 116,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 117,00 para R$ 118,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 113,50 para R$ 115,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com ganhos acentuados. A queda do dólar frente a outras moedas, a forte procura chinesa por soja brasileira, elevando os prêmios, e um movimento de posicionamento de carteiras visando o relatório de intenção de plantio da segunda-feira garantiram a elevação.
A queda do dólar favorece as exportações agrícolas americanas. No Brasil, os preços e os prêmios sobem, mesmo com o avanço da colheita, devido à procura chinesa. Com isso, as cotações americanas encontram espaço para se ajustar.
Mas o principal fator na composição dos contratos é a expectativa de que os produtores americanos plantem menos soja em 2025. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá confirmar essa tendência.
O relatório de intenção de plantio do USDA será divulgado na segunda, às 13h. A previsão deverá indicar área menor que a estimativa divulgada em fevereiro, durante o Fórum Anual do Departamento.
Pesquisa realizada pela agência Dow Jones indica que o mercado está apostando em número de 83,76 milhões de acres. No ano passado, os americanos semearam 87,05 milhões de acres. A média das projeções oscila entre 82,5 milhões e 85,5 milhões de acres.
Se a expectativa do mercado for confirmada, o USDA vai indicar um número inferior aos 84 milhões de acres indicados durante o Fórum. A área de soja deverá ficar abaixo da de milho, projetada em 94,17 milhões de acres, contra 90,59 milhões do ano anterior.
Contratos futuros da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 15,75 centavos de dólar ou 1,57% a US$ 10,16 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,301/2 por bushel, ganho de 15,50 centavo ou 1,52%.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 0,90 ou 0,30% a US$ 294,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 44,27 centavos de dólar, com alta de 1,63 centavo ou 3,82%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,7577 para venda e a R$ 5,7557 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7222 e a máxima de R$ 5,7707.
Crédito: Canal Rural




