A Netflix lançou, nesta segunda-feira (30), o trailer do documentário Apocalipse nos Trópicos, que aborda o crescimento evangélico no Brasil e sua influência na política. Dirigido por Petra Costa, que também conduziu Democracia em Vertigem, a produção estreia no dia 14 de julho no streaming. Já nos cinemas de São Paulo e Rio de Janeiro, o longa é exibido na próxima quinta-feira (3).
O vídeo conta com entrevistas de figuras emblemáticas no cenário político, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o pastor Silas Malafaia.
Narrado pela perspectiva da diretora, ela investiga a ascensão da fé evangélica no país nos últimos dez anos, com destaque à participação de líderes evangélicos nas decisões políticas do país. Petra Costa usa o Brasil como exemplo para levantar uma questão universal: “Quando uma democracia termina e uma teocracia começa?”
Produzido em 2019, Democracia em Vertigem, sucesso de Petra Costa, chegou a ser indicado ao Oscar de melhor documentário em 2020.
A estreia do documentário ocorreu no 81º Festival Internacional de Cinema de Veneza, em agosto de 2024, além de ter participado de outros festivais de cinema internacionais, como a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e o Festival do Rio.
O documentário ainda conta com o ator Brad Pitt como um dos produtores, que apostou no longa através de sua produtora Plan B antes do documentário estar pronto.
Leia a sinopse oficial de Apocalipse nos Trópicos:
“Em Apocalipse nos Trópicos, Petra Costa investiga o aumento da participação de líderes evangélicos nas decisões políticas do país. Com acesso exclusivo a figuras emblemáticas como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e o famoso televangelista Silas Malafaia, a cineasta investiga o papel profundo que o movimento evangélico desempenhou na recente turbulência política do Brasil. Como em seu indicado ao Oscar® Democracia em Vertigem, Costa documenta um período de grande incerteza com lucidez e olhar poético. Entrelaçando passado e presente, o filme nos conduz através das contradições de uma jovem e frágil democracia, e ao fazê-lo oferece uma imagem que ecoa muito além das fronteiras do Brasil.”
Créditos: TV Cultura