O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que, com o reconhecimento oficial da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre o fim do caso de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1), a gripe aviária, em plantel comercial no país, não há mais justificativas técnicas para a manutenção de restrições às exportações brasileiras de carne de aves. Por isso, acredita que a plena normalização do comércio internacional deve ocorrer ao longo do próximo mês.
“O Brasil está livre. Você não tem, tecnicamente, nenhum motivo a mais para dizer ‘eu não confio’”, disse Santin. “Com o reconhecimento da OMSA, não há motivo técnico para não se comprar do Brasil”, acrescentou. “Esperamos que a normalização total da exportação ocorra ao longo de julho”, afirmou.
Segundo ele, ainda será necessário respeitar exigências específicas de cada país – como períodos mínimos livres da doença -, mas o processo deve avançar rapidamente após o referendo da OMSA.
A previsão vem após a entidade internacional declarar encerrado o caso registrado em uma granja comercial em Montenegro (RS), e considerar que o Brasil voltou a ser oficialmente livre da doença.
Com a nova condição sanitária, a ABPA espera uma reação rápida dos mercados importadores. “Agora a gente vai ter que negociar com os países que, em tese, devem suspender as restrições. Segunda-feira a gente já devia estar recebendo a comunicação de todo mundo dizendo: ‘levanta a suspensão para mim’. Mas é uma decisão de cada país”, afirmou Santin.
Apesar do impacto gerado pelas suspensões, Santin avalia que os efeitos foram limitados. A ABPA contabilizou queda de 12,9% no volume de carne de aves embarcado em maio. O nível de recuo é semelhante nas primeiras semanas de junho. “Caímos apenas 12,9% nas exportações mesmo com a suspensão de países importantes. Mais de 125 países ficaram abertos”, disse.
O presidente da entidade citou, como exemplo, a liberação do México, que reduziu a restrição ao Rio Grande do Sul antes mesmo do anúncio da OMSA, para referendar a expectativa de aceleração dos embarques nos próximos dias.
Créditos: Canal Rural




