“Eu achei que era um tatu. Eu queria ver o que era e vi que era um bicho grande, aí mandei o cachorro pegar, e ele veio no cachorro. Como ele não cortou o cachorro, eu não sei. O cachorro gritou e saltou para trás, aí ele veio no meu braço”, relatou.
O idoso teve ferimentos no rosto, no braço esquerdo e na mão direita, e chegou a receber atendimento médico. O cachorro não ficou ferido.
“Tô bem, não tenho problema nenhum. Tô machucado, mas estou bem”, disse.
O que dizem as autoridades
A Prefeitura diz que o puma não foi mais visto. A orientação aos moradores é redobrar a atenção ao circular por áreas de mata, evitar andar sozinho em trilhas e manter animais domésticos seguros.
O Comando Ambiental da Brigada Militar sustenta que ocorrências envolvendo pumas não são comuns na região e classifica o caso como atípico. Uma equipe de patrulhamento se deslocou para o município.
“É uma área muito montanhosa, e os animais estão bem protegidos. Eles não têm motivo para atacar seres humanos, aliás, puma não ataca seres humanos, ele se defende [ao se sentir ameaçado]”, explica o comandante do Comando Ambiental da BM, coronel Rodrigo Gonçalves dos Santos.
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) garante que não foi informada sobre o caso.
O puma
Conforme o setor de catalogação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS,) o puma concolor ou leão-baio é o segundo maior felino do continente americano. O animal tem grande porte e pesa aproximadamente 70kg.
Também é conhecido por onça-parda ou suçuarana. A pelagem vai de bege acinzentado até avermelhado.
O puma tem como habitat a Mata Atlântica e o Pampa, podendo ser vista tanto em períodos diurnos quanto noturnos.
Créditos: G1 RS




